
Manifestantes distribuem coxinhas em bota-fora de Serra
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 31/03/2010, 14:30
Ato foi realizado no vão livre do Masp
São Paulo - Coxinha, alface e suco artificial. Este foi o cardápio do 'almoço de gala' promovido por 42 entidades sindicais no 'bota-fora' ao governador José Serra, que nesta quarta-feira (31) deixa o cargo para poder se candidatar à Presidência da República.
Ao som da música "Comer, Comer", do grupo Gengis Khan, professores, servidores da saúde e do Poder Judiciário, entre outros, colocaram uma mesa no vão livre do Masp, na avenida Paulista. O protesto reuniu aproximadamente 30 mil pessoas, que depois desceram à rua Consolação em direção à Secretaria de Educação, na Praça da República, no centro da cidade. Na mesa, havia dois espaços reservados ao governador Serra e oa secretário de Gestão Pública, Sidney Beraldo.
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Antes, professores fizeram nova assembleia e decidiram manter a greve iniciada no dia 8 de março. Mais cedo, o SindSaúde, que reúne profissionais que trabalham na saúde pública estadual, decidiram pela manutenção do estado de greve.
Protestos
Além das coxinhas, houve também protestos contra a Polícia Militar e contra os meios de comunicação. De acordo com os professores, há uma campanha contra a categoria para que os problemas sejam escondidos da sociedade. Esse manifesto estava estampado em várias camisetas usadas por manifestantes.
Mas antes mesmo de iniciar o protesto, um clima de tensão tomou conta da Paulista, após os tumultos provocados pela Polícia Militar na assembleia da última sexta-feira (26), quando a PM impediu que professores e estudantes chegassem até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado.
Reivindicações dos docentes
reajuste imediato de 34,3%;
incorporação de todas as gratificações e extensão aos aposentados, sem parcelamento;
contra o provão dos ACTs;
contra a avaliação de mérito;
pela revogação das leis 1093, 1094, 1097;
por um plano de carreira justo;
concurso público de caráter classificatório.
Desta vez, o incidente foi bem menor, mas com saldo ruim para os professores. O carro principal da Apeoesp, o mesmo utilizado em outras manifestações da entidade, foi apreendido. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar, no entanto, o caminhão da Apeoesp não foi apreendido, mas escoltado até a garagem da instituição. O tamanho do caminhão infringe, de acordo com a PM, a lei de restrição ao tráfego.
Para acompanhar a manifestação, a PM disponibilizou 300 policiais, 90 motos e 10 carros.
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