Diário...

"Deveríamos ser como borboletas, e ter a coragem de enfrentar a metamorfose da vida, para sermos livres."Patty Vicensotti
A vida é uma caixinha de surpresas que muitas vezes não sabemos como manipular, e talvez esteja ai a grande solução para as nossas frustrações... Não se vive de certezas, mas é preciso aprender a conviver com a surpresas de uma forma mais branda e menos dolorida. Aceitar que para quem nasce como borboleta, não tem o poder de negligenciar a sua natureza, a natureza de voar. Para quem tem asas é penoso demais se prender nas gaiolas da vida. Compreender a sua natureza é tornar o universo ao seu redor muito mais prazeroso... Por muito tempo o diário foi um companheiro fiel, me livrou de angústias, me ouviu sem questionar, esteve presente sem que eu precisava falar, esteve distante quando eu quis esquecer... mas nunca esteve totalmente ausente. Por algumas vezes quis queimar, deletar, esquecer... mas as lembranças se perpetuaram e ele era apenas um guardião que me fez entender o sentido da memória. Passei os últimos cinco anos me escondendo da vida, ora de forma camuflada ora distante mesmo. Tentei me esquivar da metamorfose que a vida me impôs. Me fechei em um casulo que não tinha a intenção de me tornar borboleta. Pelo contrário, era como se de repente eu tivesse escolhido me fixar como lagarta. Recusei a minha vida, recusei minha natureza... me recusei a voar!!! Com isso, perdi minha liberdade. Passei a viver em função de todos, menos de mim. Passei a amar sem ser amada; Passei a sorrir sem querer; Passei a viver por viver... Mas neste momento é como se eu aceitasse que as metamorfoses são necessárias, e ainda que você tente, jamais conseguirá fugir delas. Estou iniciando uma nova metamorfose, mas essa não tem a pretensão de fixar como lagarta, mas sim, de VOAR, MUITO ALTO, COMO ETERNA BORBOLETA...

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