Na verdade, se pensar nos anos iniciais da minha escolarização, não recordo em nada de como eram as aulas de matemática, muito menos de como aprendi, se é que um dia eu aprendi...
Recordo vagamente das aulas cansativas com muitas sequencias numéricas, contas de arme e efetue e algumas situações problema em que somente uma forma de resolução era aceita como correta pelo professor.
Lembro-me dos castigos de fazer números quando eu conversava demais nas aulas.E tenho vivo na memória que tinha que decorar tudo que conseguisse para posteriormente vomitar nas provas.
Lembro da minha mãe, tomando tabuada para a avaliação oral que teria no dia seguinte, e das contas de dividir que nenhum professor com formação conseguiu superar o jeito da minha mãe me ensinar, considerando que ela só havia estudado até a quarta série.
As lembranças são vagas, não recordo muito dos rostos, das notas, só sei que era considerada uma boa aluna e que conversava demaissssssss!!!!!!!!!!!!
Mas, agora, aqui, com calma, to conseguindo me lembrar de tudo isso... mas o bloqueio em relação a essa matéria é tão grande que na hora de escrever, fui brevissima, disse em pouquissimas linhas...
"Ensino mecânico, decoreba, memorização, matemática descontextualizada da realidade e sem o uso de nenhum material concreto que contribuisse para a aprendizagem"
Foi quase como responder a chamada e viajar na maionese em seguida...rssss
Já havia, teoricamente, cumprido minha tarefa. Porém, uma pulguinha ficou saltitando na minha cabeça... Um episódio em especial ficava fervilhando,mas isso era coisa de oitava serie, então nem precisava citar no meu relato.
Relato? Só se for na minha terra que aquilo que escrevi era relato né?
Mas minha cabeça ficava cutucando de um jeito... Ah! Colar foi uma questão de sobrevivência, afinal eu não podia perder minhas férias para fazer a recuperação de janeiro, ou o JANEIRÃO. Mas dai a vir a contar em público já é outra história, e a ética onde fica né? rsss
Me pediram para escrever sobre a minha memória em relação ao ensino de matemática. Eu, suscintamente, escrevi memorização (decoreba).
Depois de um tempo, na minha lerdeza quase natural percebi que o restante do grupo de professores dissertava sobre a tal experiência com a destreza de um estudioso redigindo sua tese de mestrado. E eu?
Parecia um monge meditando sobre a minha vida interior, acreditando piamente que havia cumprido minha tarefa. Achei muito estranho, mas deixei pra lá.Afinal pediram para que eu falasse dos anos iniciais...
Mas,posteriormente, e provavelmente indignados como meu ar de desdém perante a tarefa que realizei em segundos (muito porcamente por sinal) me deixaram livre para contar o que ocorreu nos anos seguintes e daí...
Bem, se a Matemática é meu trauma a Língua Portuguesa é meu elixir...
... e a continuação conto em outro post...

Beijos, Naná!!!





